Cirurgia refrativa é um procedimento a laser que remodela a córnea, a camada transparente na frente do olho, para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo. As técnicas mais comuns são o Lasik e a PRK. Em geral, o oftalmologista a indica a partir dos 21 anos, com o grau estável, depois de um exame da córnea.
O COI – Centro Oftalmológico Integrado, clínica de oftalmologia em funcionamento desde 2000, elaborou este conteúdo.
Neste artigo, você vai entender por que a falha na entrada da luz no olho causa miopia, hipermetropia e astigmatismo, como o laser corrige a córnea no Lasik e na PRK, quem pode fazer a cirurgia e o que muda na recuperação e na rotina depois dela.
O que são vícios de refração e o que a cirurgia refrativa corrige?
Vícios de refração, que recebem o nome de erros de refração, são falhas na forma como o olho desvia a luz, e os mais conhecidos são a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. Refração é a passagem da luz de um meio para outro, e em meios diferentes a luz se comporta de maneira diferente.
No olho, esse fenômeno acontece quando a luz passa da atmosfera para o interior dele. Se a refração não é adequada, o olho produz imagens sem nitidez, e é isso que o paciente com miopia, hipermetropia ou astigmatismo percebe no dia a dia.
A cirurgia refrativa age sobre essa falha: é um procedimento cirúrgico a laser que visa corrigir a refração dos olhos e, assim, tratar esses vícios. O laser faz isso por um caminho específico, a mudança na curvatura da córnea.
Como funciona a cirurgia refrativa a laser?
A cirurgia refrativa a laser funciona mudando a curvatura da córnea, e essa mudança corrige o erro de refração. Para isso, o laser normalmente usa luz ultravioleta, que remodela a córnea de forma minuciosa.
Esse trabalho só é possível se a córnea tiver espessura e curvatura adequadas, e por isso o primeiro passo é um exame da córnea. Antes de qualquer decisão, quem usa óculos ou lente de contato e quer corrigir o grau passa por essa avaliação.
Depois dessa avaliação, entram as duas técnicas mais comuns atualmente, o Lasik e a PRK, que diferem no caminho que o laser faz até alterar o formato da córnea.
Qual a diferença entre Lasik e PRK?
A diferença entre Lasik e PRK está no ponto da córnea em que o laser age. A tabela compara as duas técnicas no modo de ação do laser e nos graus que cada uma costuma tratar.
| Lasik | PRK (ceratectomia fotorrefrativa) | |
|---|---|---|
| Como o laser age | Faz um pequeno corte na camada superficial da córnea e remove uma pequena parte do tecido, para mudar o formato dela | Age direto na superfície da córnea, sem cortes |
| Graus que costuma tratar | Miopia de 1 a 9 graus, hipermetropia de 1 a 5 graus e astigmatismo de 1 a 4 graus | Miopia, hipermetropia e astigmatismo, com indicações semelhantes às do Lasik. Os médicos usam mais a PRK em córneas mais finas |
Quem pode fazer cirurgia refrativa e em quais casos ela não tem indicação?
O oftalmologista indica a cirurgia refrativa, em geral, a pessoas a partir dos 21 anos que têm astigmatismo, hipermetropia ou miopia e querem corrigir o erro de refração. Além da idade, o grau precisa estar estável há um tempo.
Mesmo com a idade e o grau estável, o oftalmologista não indica a cirurgia em algumas situações e confirma cada uma delas na consulta:
- Menores de 18 anos.
- Gestantes, porque a gravidez deixa o grau instável.
- Córnea muito fina, abaixo de 400 micrômetros (0,4 milímetro).
- Ceratocone, doença em que a córnea fica mais fina e perde o formato regular.
- Ambliopia severa, que é a visão reduzida por falha no desenvolvimento visual, mesmo com óculos.
- Doenças sistêmicas, como diabetes e lúpus.
- Catarata, que é a opacidade do cristalino, a lente natural do olho.
- Glaucoma, doença que lesa o nervo óptico, o cabo que leva a imagem do olho ao cérebro.
- Herpes ocular, infecção do olho pelo vírus do herpes.
- Plaquetopenia, a queda no número de plaquetas, as células do sangue que ajudam na coagulação, e Aids.
Como a lista de restrições é extensa e só a consulta define o caso, a avaliação é o ponto de partida. Quem passa por ela quer saber, em seguida, como são a anestesia e a recuperação.
Se você quer saber se a sua córnea permite a cirurgia refrativa, o COI, no Tatuapé, faz a avaliação com oftalmologista. Você pode agendar pelo agendamento online ou pelo WhatsApp. Atendemos particular e convênios.
Como são a anestesia e o pós-operatório do Lasik e da PRK?
Tanto o Lasik quanto a PRK usam apenas anestesia local, que a equipe aplica com colírios, e por isso são pouco invasivos. Depois da cirurgia, o paciente precisa de descanso e de proteção contra a luz direta nos olhos. Quando há desconforto maior, o médico prescreve colírios.
A diferença entre as técnicas aparece nos cuidados. No Lasik, não há necessidade de pontos, e o paciente faz repouso e evita o contato com a luz, principalmente nas primeiras 24 horas. Na PRK, o paciente usa uma lente de contato terapêutica sobre a córnea, que ajuda na cicatrização e alivia o desconforto, e a recuperação pode levar de 3 a 5 dias.
Em alguns casos, o paciente volta às atividades normais em um ou dois dias, conforme a orientação do oftalmologista. Passada a recuperação, o efeito mais percebido está na rotina com menos dependência de óculos e de lentes de contato.
Quais são os benefícios da cirurgia refrativa?
O principal benefício da cirurgia refrativa é depender menos de óculos e de lentes de contato. Sem esses acessórios, o paciente pode praticar esportes, ir à praia, tomar banho de mar e assistir a um filme em 3D sem o desconforto que os óculos podem gerar.
Essa menor dependência aparece no orçamento, já que, com o grau corrigido, o paciente pode ficar por vários anos sem mudanças de grau. Assim, gasta menos com lentes dos óculos, armações e lentes de contato. Para quem não se sente confortável com óculos ou tem dificuldade para usar maquiagem com eles, o benefício é estético e de autoestima.
Onde fazer a cirurgia refrativa em São Paulo?
Profissionais qualificados, com equipamentos adequados, devem fazer a cirurgia refrativa. Embora seja pouco invasiva, ela trabalha com algo sensível, a visão, e exige cuidado em cada etapa.
O COI – Centro Oftalmológico Integrado avalia e acompanha pacientes que querem a cirurgia refrativa, além de diagnosticar e tratar diversas doenças oculares. A clínica fica na Rua Padre Estevão Pernet, 718, andar 25, sala 2507, Tatuapé, São Paulo, perto das estações Tatuapé e Carrão do metrô. Você pode marcar a consulta pelo agendamento online, pelo WhatsApp ou pelo telefone (11) 2293-2911.
Perguntas frequentes sobre Lasik, PRK e indicações
Qual a idade mínima para fazer cirurgia refrativa? O oftalmologista indica a cirurgia a partir dos 21 anos, com o grau estável. Para menores de 18 anos, a cirurgia não tem indicação. A decisão final é do oftalmologista, depois da consulta e dos exames.
Quem tem córnea fina pode fazer Lasik ou PRK? Com córnea abaixo de 400 micrômetros, o oftalmologista não indica a cirurgia. Em córneas mais finas, mas dentro do limite, a PRK é a técnica que os médicos mais usam.
Gestante pode fazer cirurgia refrativa? Não. Como a gravidez deixa o grau instável, a cirurgia não tem indicação nesse período.
Quem tem catarata, glaucoma ou herpes ocular pode fazer cirurgia refrativa? Não. Catarata, glaucoma, herpes ocular, ceratocone e ambliopia severa fazem parte da lista de situações sem indicação. O oftalmologista avalia cada caso na consulta.
O que significa ter o grau estável para a cirurgia refrativa? Significa que o grau deixou de mudar. A cirurgia exige que ele esteja estável há um tempo, e o oftalmologista confirma essa condição na consulta antes de indicar o laser.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um oftalmologista.
Sobre o COI
O COI – Centro Oftalmológico Integrado atende crianças, adultos e idosos desde 2000, com consultas, exames e cirurgias, incluindo a cirurgia refrativa a laser para miopia, astigmatismo e hipermetropia, e conta com o COI KIDS para oftalmopediatria. Diretor técnico: [NOME E CRM DO DIRETOR TÉCNICO – CONFIRMAR]. Atende no COI – Centro Oftalmológico Integrado, no Tatuapé, em São Paulo.
Referências
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- Serfözö A, Abu Dail Y, Munteanu C, Hoxha Z, Seitz B, Daas L. The efficacy, safety and predictability in transepithelial photorefractive keratectomy versus LASIK/SMILE: a meta-analysis. Eur J Ophthalmol. 2026;36(4):837-55. doi:10.1177/11206721261425379
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- Solomon KD, Fernández de Castro LE, Sandoval HP, Biber JM, Groat B, Neff KD, et al. LASIK world literature review: quality of life and patient satisfaction. Ophthalmology. 2009;116(4):691-701. doi:10.1016/j.ophtha.2008.12.037