a cirurgia de catarata

A cirurgia de catarata corrige também o grau?

A cirurgia de catarata é conhecida por remover o cristalino opaco e devolver a nitidez da visão. No entanto, uma dúvida muito comum é saber se esse procedimento faz apenas isso ou se também pode corrigir outros problemas visuais, como miopia, hipermetropia, astigmatismo ou até a dificuldade para enxergar de perto.

Com os avanços da oftalmologia e das lentes intraoculares, a cirurgia de catarata também permite, em muitos casos, corrigir ou reduzir esses erros refrativos. Assim, além de tratar a catarata, o procedimento pode diminuir a dependência de óculos após a cirurgia — desde que exista indicação adequada.

A seguir, entenda quais problemas de visão podem ser corrigidos durante a cirurgia de catarata, quais são as limitações do procedimento e por que o planejamento individualizado é determinante para o resultado visual.

Como a catarata afeta a visão

A catarata surge quando o cristalino perde progressivamente sua transparência. Essa estrutura tem a função de focalizar a luz na retina. Com o passar do tempo, essa opacificação interfere diretamente na passagem e na qualidade da luz que chega às estruturas responsáveis pela formação da imagem.

Entre os principais sintomas da catarata estão:

  • Visão embaçada

  • Sensação de “névoa”

  • Redução do contraste

  • Maior sensibilidade à luz

  • Dificuldade para enxergar à noite

  • Alterações na percepção das cores (tons amarelados ou menos vibrantes)

Com a progressão da doença, a catarata passa a limitar a eficácia dos óculos, mesmo quando o grau está corretamente ajustado. Nesse momento, a cirurgia de catarata se torna a principal forma de recuperar a visão.

Como a cirurgia de catarata permite corrigir erros refrativos

Durante o procedimento, o cirurgião remove o cristalino opaco e implanta uma lente intraocular artificial. Diferentemente da lente natural, essa lente pode ser escolhida com base em cálculos biométricos precisos.

Esses cálculos consideram diversos fatores, como:

  • Comprimento do olho

  • Curvatura da córnea

  • Outras variáveis ópticas importantes

Dessa forma, o médico pode selecionar uma lente que funcione como uma correção do grau dentro do próprio olho. Assim, o procedimento pode reduzir significativamente erros refrativos como miopia e hipermetropia, especialmente para visão de longe.

Ainda assim, é importante lembrar que o objetivo principal da cirurgia de catarata é tratar a opacificação do cristalino. A correção do grau surge como um benefício adicional quando existe planejamento cuidadoso e condições oculares favoráveis.

Miopia e hipermetropia podem ser corrigidas na cirurgia de catarata?

Sim, na maioria dos casos. Durante o planejamento cirúrgico, o médico pode calcular a lente intraocular de modo a neutralizar a miopia ou a hipermetropia presentes antes da cirurgia.

Um estudo que avaliou pacientes após cirurgia de catarata observou boa acuidade visual para perto, longe e visão intermediária, além de elevada satisfação com a qualidade da visão.

No entanto, o resultado final depende de diversos fatores individuais, como:

  • Irregularidades da córnea

  • Alterações da retina

  • Presença de doenças oculares associadas

Por esse motivo, nem todos os pacientes alcançam independência total dos óculos, mesmo quando o planejamento é adequado.

Astigmatismo: é possível corrigir durante a cirurgia?

O astigmatismo ocorre quando a córnea apresenta uma curvatura irregular, o que provoca distorção na formação da imagem. Durante a cirurgia de catarata, o médico pode reduzir ou corrigir o astigmatismo pré-existente por diferentes técnicas.

Lentes intraoculares tóricas
Essas lentes são indicadas para pacientes com astigmatismo regular. Quando o cirurgião posiciona a lente corretamente, ela pode reduzir significativamente o astigmatismo e proporcionar maior nitidez visual no dia a dia.

Incisões relaxantes limbares
Em alguns casos, o médico realiza pequenas incisões na córnea durante a cirurgia para reduzir astigmatismos leves a moderados. Essa técnica pode ser útil principalmente quando as lentes tóricas não representam a melhor opção.

Portanto, a escolha da técnica depende do grau e do tipo de astigmatismo, da anatomia da córnea e da precisão dos exames pré-operatórios.

A cirurgia de catarata pode corrigir a dificuldade para enxergar de perto?

A presbiopia é uma condição natural do envelhecimento ocular e está relacionada à perda da capacidade de acomodação do cristalino. Em geral, essa alteração começa a aparecer a partir dos 40 anos.

Atualmente, algumas lentes intraoculares multifocais ou de foco estendido podem oferecer visão funcional em diferentes distâncias. Dessa maneira, elas podem reduzir a necessidade de óculos para leitura e para atividades intermediárias.

Por outro lado, essas lentes exigem critérios rigorosos de indicação. Em alguns pacientes, podem surgir efeitos como:

  • Halos ao redor das luzes

  • Redução da sensibilidade ao contraste

Por isso, o médico precisa avaliar cuidadosamente o estilo de vida do paciente, suas expectativas visuais e suas condições oculares antes de indicar esse tipo de lente.

Cirurgia de catarata e cirurgia refrativa são a mesma coisa?

Não. Embora ambas possam melhorar a visão, os objetivos são diferentes.

A cirurgia refrativa é indicada para olhos sem catarata e atua principalmente na córnea, corrigindo miopia, hipermetropia ou astigmatismo.

Já a cirurgia de catarata é indicada quando ocorre opacificação do cristalino. Nesse caso, o objetivo principal é substituir a lente natural do olho para restaurar a transparência da visão.

Nesse contexto, o médico pode aproveitar a substituição do cristalino para reduzir ou corrigir erros refrativos que o paciente já apresentava.

É possível ficar totalmente livre dos óculos?

Não existe garantia absoluta. Embora muitos pacientes alcancem excelente qualidade visual após a cirurgia, algumas situações ainda podem exigir o uso de óculos.

Isso pode ocorrer em atividades como:

  • Leitura prolongada

  • Tarefas de precisão

  • Uso noturno

O resultado final depende de diversos fatores, entre eles:

  • Tipo de lente intraocular implantada

  • Saúde da retina

  • Regularidade da córnea

  • Adaptação do cérebro à nova visão

  • Expectativas individuais do paciente

Exames que garantem um planejamento seguro

A possibilidade de corrigir outros problemas visuais durante a cirurgia de catarata depende diretamente de uma avaliação pré-operatória detalhada.

Entre os principais exames estão:

Topografia corneana

Analisa a curvatura e a regularidade da córnea, sendo fundamental para planejar a correção do astigmatismo.

Biometria ocular

Mede o comprimento do olho e ajuda a calcular o grau da lente intraocular ideal.

Paquimetria

Avalia a espessura da córnea, informação importante para a segurança do procedimento.

Mapeamento de retina e fundo de olho
Permite identificar alterações que podem interferir na visão após a cirurgia.

Pressão intraocular

Ajuda a identificar risco de glaucoma e contribui para o planejamento cirúrgico.

Avaliação da superfície ocular

Detecta alterações da córnea, da lágrima ou processos inflamatórios que podem interferir na recuperação.

Assim, um planejamento individualizado permite escolher a lente mais adequada, alinhar expectativas e aumentar a segurança em todas as etapas do tratamento.

Por que escolher o COI para tratar a catarata?

No COI, a equipe combina precisão diagnóstica, tecnologia avançada e cuidado individualizado em todas as etapas do tratamento. A clínica conta com estrutura moderna, equipe médica especializada e acompanhamento completo antes, durante e após a cirurgia.

Além disso, como clínica de oftalmologia voltada para toda a família, o COI atende pacientes de diferentes idades e acompanha continuamente a saúde ocular de cada membro da família.

A clínica está localizada no Tatuapé e atende diversos planos de saúde, facilitando o acesso a tratamentos oftalmológicos de alta qualidade.

Se você apresenta sintomas de catarata ou deseja entender qual é a melhor abordagem para o seu caso, o primeiro passo é realizar uma avaliação oftalmológica personalizada.

Agende sua consulta e receba orientação segura para cuidar da sua saúde ocular.

Revisão médica: Dr. Celso Lopez

Médico oftalmologista

CRM 75275

Receba nossas novidades

Inscreva-se gratuitamente em nossa newsletter.

Inscrever

Ao inscrever-se você está de acordo com as Políticas de Privacidade e Termos de uso.

Posts recentes:
Veja quando fazer o teste do olhinho e a primeira consulta de oftalmologia do seu filho. COI KIDS, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

Quando fazer o primeiro exame oftalmológico da criança? A maioria das crianças não sabe dizer

A perna livre é o marcador: quando ela vai para trás, se abre ou encosta no cone, é sinal de que o apoio afetado está cansando ou de que a altura do cone passou da capacidade de flexão de quadril da paciente. O treino de fato acontece na perna de apoio, e o ponto em que a compensação aparece define o tempo e a progressão. Uma dúvida para fechar o roteiro: quem fica sobre o cone é o pé ou o joelho da perna livre? Se for o joelho, ajusto a descrição da posição. Pode mandar a próxima conduta.

Depois de horas diante do computador, os olhos ardem, parece haver areia sob a pálpebra

Conheça os principais problemas na retina, como DMRI, descolamento e retinopatia diabética, e seus sintomas. COI, no Tatuapé, São Paulo.

A luz incomoda mais do que antes, a visão está embaçada e pontos escuros parecem

Agende uma Consulta
Agende agora mesmo uma avaliação oftalmológica.